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Se todos fossem bons condutores, as auto-estradas e vias rápidas seriam excelentes para chegarmos de forma rápida e segura aos nossos destinos. Infelizmente, até aqui os condutores portugueses conseguem criar problemas. Eis os quatro principais:
 

1. Conduzir à direita: todos já vimos aqueles palermas que persistem em ir demasiado devagar na faixa do meio ou da esquerda, mesmo quando são constantemente ultrapassados pelas outras faixas. Solução: fazê-los parar, e dar-lhes uns bons pontapés no carro, até que fujam assustados. Experimente e vai ver que resulta.
 

2. Condutores de pesados: de vez em quando, por algum capricho inexplicável, põem-se a ultrapassar outros veículos, geralmente outros pesados, a 80 à hora. Por vezes até se alternam a ultrapassar, talvez para atenuar a monotonia da viagem. Que façam isso sozinhos, tudo bem. Mas não se metam à frente dos outros. Se querem brincar às ultrapassagens, uma sugestão: voltem à escola primária. Assim, a maioria dos camionistas poderá também aprofundar a sua cultura.
 

3. Mudar de faixa sem fazer pisca: basta consultar os posts anteriores. Para quem não é capaz de fazer um simples pisca ao mudar de faixa, eu tenho a solução: vendam o carro ou a mota, e passem a usar o site www.cp.pt . Problema resolvido.
 

4. Aceleras: são aqueles parolos orgulhosos da potência dos seus carros, que se põem atrás de nós com os máximos alucinados a reclamar passagem, mesmo quando a faixa à nossa direita não está livre. Muitos destes parolos conduzem carros alemães de alta cilindrada, e parecem pensar que são também alemães (talvez por osmose do carro) e que andam em autobahns. Esperam talvez que por magia ou sugestão, se abra um caminho para sua excelência passar.
 

Por vezes acrescentam duas cerejas ao bolo: quando nós próprios já vamos a 120km/h ou mais, e quando se encostam muito a nós, sem margem de segurança. Ou seja, colocando em risco a vida deles, a nossa, e a de quem está connosco.
 

Nenhum ser rastejante, nenhum verme do mais vil esgoto duma cidade hedionda, me causa maior repulsa do que estas criaturas. Fantasio com o dia em que, já velho e pronto para a morte, irei travar a fundo e dar a derradeira lição a um destes canalhas.
 

Nada tenho contra andar depressa, pelo contrário: quanto mais depressa, melhor. Mas estes aceleras merdotugas mentecaptos ignoram não só a segurança, mas até o simples facto de que HÁ um limite de velocidade: 120km/h. Logo, se alguém vai à sua frente a pelo menos essa velocidade, só pode fazer uma coisa: AGUENTAR. Não tem o direito de incomodar ninguém que vá a pelo menos 120km/h.
 

Mais: ao pretendermos que alguém saia do nosso caminho, não basta uma nesga momentânea na faixa da direita - é preciso que o condutor que se desvia tenha campo livre aceitável para manter a sua velocidade. Todos conhecemos a situação: por vezes desviamo-nos para a direita, para dar passagem, e vamos parar atrás de um palerma qualquer a 70 à hora. Somos obrigados a travar, sem necessidade, e depois temos dificuldade em voltar à faixa da esquerda, porque outros mete-nojo não deixam.
 

E seja qual for a situação ou a velocidade, é absolutamente inaceitável colocar em risco a vida dos outros.
 

É altura de acabar com estes aceleras. Já comecei a fazer a minha parte: sempre que os vejo atrás de mim, começo a travar. Olho para eles pelo espelho, e sorrio. Quanto mais frenéticos com os máximos e com o pisca (é talvez a única ocasião em que o usam), mais eu travo. E sempre que posso, vou atrás deles e dou-lhes uma valente cabeçada nas beiças. Se não tiver pressa, experimente fazer o mesmo. Será a sua boa acção do dia.

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2 comentários

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De TD a 25.09.2010 às 00:26

Grande POST!

SIM SR GOSTEI, SOU DA MESMA OPINIÃO, ESSES ACELERAS QUE NOS DÃO SINAIS DE LUZES QUANDO VAMOS A 120 OU 130KM NA FAIXA DA ESQUERDA SEM MARGEM PARA PODERMOS PASSAR A DIREITA SÃO UNS OTÁRIOS! :D

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