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Em Portugal, o valor do carro é inversamente proporcional à qualidade do condutor. Esta regra é válida em pelo menos 80% dos casos.

Quase abro uma garrafa de champanhe quando vejo um Audi, Mercedes, BMW, ou Jipe novo (a maioria dos veículos comprados pelos nossos parolos ricos, remediados, e/ou exibicionistas), fazer pisca ao mudar de faixa, ou cumprir outra regra de trânsito básica. Outros carros caros têm o mesmo comportamento.

Este relaxe constante e deliberado, facilmente comprovável no dia-a-dia, tem a ver com o tipo de tugas que compram estes veículos: sentem-se ACIMA dos restantes mortais, e fazem questão de lhes demonstrar isso - através da sua negligência criminosa, que confundem com superioridade.

Na verdade são criaturas reles e nocivas ao trânsito, cuja pretensa "superioridade" começa e acaba nos carros que conduzem, muitos deles obtidos de formas manhosas e inconfessáveis.

Ou seja, além de em muitos casos serem trafulhas, conduzem como se andassem sozinhos na estrada. Mas - surpresa! - NÃO ANDAM. E os restantes condutores não lhes devem nada, excepto a obrigação moral de lhes enfiar os cornos pelo tubo de escape, quando se armam em mete-nojo. Nota: nos carros com dois tubos de escape, é recomendável tentar enfiar-lhes a cornadura por ambos, a ver se cabe em algum deles. Nunca se sabe.

Estes palhaços enquadram-se geralmente nos Cretinos (ver posts anteriores), sendo nos casos mais graves Chico-espertos. De vez em quando as esposas, geralmente dondocas acéfalas, conduzem o carrito luxuoso do parolo-marido. São invariavelmente Toscas.

O Bom Condutor mantém sempre estes parolos sob vigilância, pois o seu comportamento é inesperado: tanto podem andar demasiado depressa ou demasiado devagar, fazer pisca como não, parar num sítio normal ou em plena auto-estrada, só porque o telemóvel tocou ou decidiram retocar a maquiagem. Julgam-se no direito de tudo.

Não desperdice piedade nestes pulhas: quanto mais caro o carro, maior o risco que lhes devemos fazer quando está mal parado, e maior a cabeçada nas beiças do imbecil que o conduz.

As únicas excepções são idosos - nesse caso, basta um belo risco do capot ao porta-bagagens, e um aviso sério: se tem dinheiro para este carro, também devia ter para lições de condução! Nos outros casos, acumule um belo risco com uma ainda melhor cabeçada.

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2 comentários

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De ze a 08.09.2010 às 01:23

Bem concordo que a maioria que tem carros de luxo n cumpre as regras da estrada. mas n são só eles. Podem ser mais azelhas lá isso podem... Agora "apelar" à malta pra riscar os carros. acho isso o acto mais cobarde que se pode ter, típico do homem sem colhoes, e tipico de criança. Acho que nem uma criança o faria. Se estas revoltado com a questao da condução, faz-te ao gajo mas fora da estrada pra n meter ninguem em perigo só porque tiveste um ataque de estupidez. Sai da estrada com a pessoa e resolve o problema como bem entender. agora esperar que n esteja lá pra riscar o carro.. Pro caralho....
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De bom condutor a 11.09.2010 às 22:08

O post fala em «enfiar cornos pelo tubo de escape», «cabeçada nas beiças», e tudo o que leu foram riscos nos carros?

Até inventou que devemos esperar que o condutor saia do carro, para o riscar? Escapou-lhe a parte de estarem «mal estacionados»?

Ou seja, e só para não haver dúvidas, caso os restantes leitores sejam tão mentecaptos como você:
- ao vermos estes comportamentos, devemos agir logo.
- é válido dar nos cornos destes pulhas, pois são criminosos - grande parte deles compra os carros de luxo devido a trafulhices, prejudicam o trânsito, e colocam inocentes em risco.
- quando encontramos um destes carros mal estacionado, AÍ SIM, devemos riscá-lo: os pulhas que paguem a nova pintura.

Entendeu agora, ZE mentecapto?

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